
E uma prática ancestral de origem havaiana, significa reconciliação, perdão, limpeza mental e espiritual.
A palavra em si significa “corrigir um erro” ou “tornar certo o que está em desequilíbrio”.
A história por trás da prática moderna
“Para compreender verdadeiramente o Ho’oponopono, é preciso voltar às ilhas do Havaí. Antes de se tornar o mantra de quatro frases conhecido mundialmente, o Ho’oponopono era um processo comunitário de reconciliação. Quando surgiam desentendimentos entre membros de uma mesma tribo ou família, o curador (Kahuna) reunia todos em círculo. Ninguém saía daquela reunião até que a verdade fosse dita, as desculpas fossem oferecidas e o perdão fosse concedido por completo.
Foi a curadora Morrnah Simeona que, percebendo as necessidades do mundo moderno, adaptou esse processo para ser feito individualmente. Ela ensinou que não precisamos da presença física da outra pessoa para curar um relacionamento; basta limpar as memórias que carregamos dentro de nós sobre aquela pessoa.”

Como isso funciona?
A versão moderna usa 4 frases para ajudar o subconsciente na cura, reprogramação mental entre outros problemas.
As palavras são:
Sinto muito: Você precisa assumir a sua responsabilidade por parte do que aconteceu, assumindo 100% dela você deixa de depender de algo ou de alguém, se tornando livre.
Me perdoe: Você precisa se retratar com sigo mesmo, por ter carregado e muitas vezes até incentivando situações e comportamentos prejudiciais a si mesmo.
Eu te amo: Você sendo a pessoa mais importante para si, demonstrando amor e carinho faz com que qualquer carência se dissipe. Quando você entende que ninguém se importa com seus sonhos como você, transformando a energia bloqueada e densa em amor e carinho.
Sou Grato: Você abre espaço para as memórias e energias negativas irem em bora de forma leve e transformadora. Agradecer pelas coisas ruins transforma a forma como vemos o mundo.
O mundo moderno e suas demandas
O cérebro humano não foi projetado para processar o volume diário de dados, notícias e notificações aos quais é exposto. Isso mantém o sistema nervoso em estado contínuo de alerta (luta ou fuga).
A sensação constante de que “não estamos fazendo o suficiente” gera culpa ao descansar e uma busca ininterrupta por resultados.
A mente moderna vive dividida entre a ruminação do passado (mágoas, arrependimentos) e a ansiedade pelo futuro (preocupações, cenários catastróficos).
Quando fazer?
Quando uma memória específica vem a mente e muda a forma como você estava vivendo a sua vida, quando sua vibração abaixa por conta da memória. Ou quando você se sente sobrecarregado com tantas informações ou até mesmo ansioso.
Se você sente uma dificuldade muito grande de elevar a sua energia ou vibração.
Isso pode ser em qualquer lugar ou qualquer situação, na fila do banco, na louça, andando na rua, o importante é a intenção na hora de falar.
Existe uma forma mais eficaz?

Sim, muitas pessoas utilizam o Japamala.
O que é isso? É um cordão com 108 contas, utilizado como apoio para concentração na hora de pronunciar as palavras sem se perder, entrar em estado meditativo com mais fácil, mas não é só por isso.
Na tradição do Ho’oponopono, acredita-se que repetir o mantra 108 vezes seguidas potencializa a limpeza emocional. O número 108 é considerado sagrado e matematicamente perfeito em várias filosofias orientais.
O ato físico de segurar o cordão e mover conta por conta funciona como uma âncora física. Isso mantém o praticante focado no momento presente e nas palavras que está dizendo.
Unir o som das palavras ao toque dos dedos nas contas cria um circuito de atenção total. Essa combinação ajuda a acalmar o fluxo de pensamentos e a ansiedade muito mais rápido do que apenas repetir as frases mentalmente de forma solta.
Muitos praticantes acreditam que o japamala acumula a energia de paz, cura e gratidão gerada durante as repetições. Com o tempo, o objeto se torna um amuleto pessoal.
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Funciona?
Sim, existem muitas formas de entrar no nosso subconsciente, uma delas é respirando fundo e entrando em estado meditativo, ao fazer isso e repetir essas palavras, você entra em uma processo de auto cura, responsabilidade e autodesinvolvimento.
Minha experiência pessoal
Ainda me impressiono com o quanto o nosso subconsciente tem poder sobre nós.
Não sei você, mas estou em uma busca constante para me tornar alguém melhor — não apenas para que os outros vejam, mas porque preciso sentir essa mudança de dentro para fora. Faço isso por mim, pela minha família e, principalmente, por Deus. Vivemos em um mundo cada vez mais materialista e imediatista. Não é o mundo em si que me afeta, mas sim o impacto de conviver com pessoas doentes emocionalmente. Acredito que o autocontrole será, cada vez mais, o grande divisor de águas.
É por isso que práticas de cura interior, como o Ho’oponopono, são tão potentes. Mas a mente humana é imprevisível: depois que comprei meu próprio japamala, em vez de facilitar, passou a existir uma cobrança interna muito maior. O meu maior erro não é nem adiar a prática, é nem dar a chance para ela acontecer — eu travo antes de começar.
E aqui está o “pulo do gato”: a nossa mente se apega às reações viciadas. No meu caso, percebo isso nos estereótipos que ainda carrego na relação com o meu marido, reagindo por impulso a comportamentos antigos dele. A minha sombra prefere manter o padrão do que ceder espaço para a cura. Diante da oportunidade de mudar, o subconsciente entra em defesa: “Se eu não reagir assim, quem eu serei? Vou perder até a minha chance de surtar?”
Nosso cérebro nos sabota por medo do que vem depois da transformação, mesmo quando ela traz paz. Se você também está enfrentando dificuldades para começar essa autoanálise e aprimoramento pessoal, saiba que eu te entendo.
Seja gentil consigo mesmo e continue tentando. O único jeito real de dar errado é desistindo de tentar.
Se você assim como eu está em busca de se entender melhor, e principalmente aprender a não ser tão crítico com sigo mesmo existem 2 livros que quero te remendar
Quebrando o hábito de ser você mesmo
Você nunca mais será o mesmo, isso eu garanto.
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